Mostrar mensagens com a etiqueta livro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

15 Odes Ocas já disponível!

(clique para aumentar)

Até o JN já deu conta que anda por aí um novo rato criado pelo mestre!

O livro encontra-se disponível nas melhores livrarias do país, listadas ali, no lado direito, ou pelo email pedemosca@gmail.com (inclui portes).

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Lançamento do livro "15 Odes Ocas", de E. M. de Melo e Castro


(clique para aumentar)

Lançamento do livro 15 Odes Ocas, de E. M. de Melo e Castro
26 de Outubro 2013, 16:00h
Livraria Pinto dos Santos
Rua de Santo António, 137
Guimarães

«Ernesto M. de Melo e Castro é – a sua fisionomia não o desdiz – um profeta laico, responsável por algumas das mais radicais reinvenções do que se foi, entre nós, entendendo por escrita, e um patriarca, que cultivou pelos quatro cantos do mundo vasta descendência literária e teórica (hoje, já com barbas). O concretismo, que ajudou a criar, foi a sua escola; o experimentalismo, a sua musa; a “reinvenção poética da liberdade”, a sua divisa. Este profeta, que trata por tu Camões e Pessoa, e que decidiu ser barroco para ser do seu tempo, deixou em Portugal uma bibliografia vastíssima (creio serem já mais de oitenta os livros publicados), além de happenings, performances, exposições e um sem número de outras intervenções de que se fez a sua incansável militância política e cívica, cuja amplitude e importância continuam por avaliar. Dessa torrente criativa própria dos patriarcas, pouco se fez, pouco se disse e menos se compreendeu. Extenso e multifacetado, o percurso de Melo e Castro é, como ele próprio o define, glosando Ezra Pound, feito de “pontos luminosos”, de fragmentos, contra a especialização; porque como diz ainda Pound, “aquele que se especializa deixa de ver os contornos. I punti luminosi... É preciso lutar contra a ofuscação da história”. A obra de Melo e Castro apresenta-se, assim, como uma ampla constelação de propostas que se expandem em múltiplas direcções de pesquisa e interrogação; ou, como escreve Goethe, citado por Melo e Castro: “Se queres caminhar para o Infinito anda para todos os lados do Finito”.
As 15 ODES OCAS que agora se publicam põem a nu os paradoxos e contradições do nosso tempo e das suas representações, acertando com um tiro certeiro na banalidade do presente. A crise a que Ernesto M. de Melo e Castro submete as palavras é a mesma que atravessa todo o seu trabalho, procurando preencher as expressões vazias (ocas), que bem conhecemos, com a metade de nada. O que com isto se recorda é que a invenção poética da liberdade só é realizável se assumirmos uma reinvenção livre da poesia: é essa a liberdade de ser escrita todo o acto de leitura

-- António Preto



 como espécie de introdução
&
epígrafe propositada


ODE  pequena AO OCO


oco não é sinónimo de vazio
mas sim cheio de nada

ou então

oco é o que só tem superfície
mas que está cheio de si

ou então

oco é o que por dentro
só tem superfície

ou então

oco é o que tem o nada
até na superfície
e por isso denuncia o vazio
onde ele estiver


-- E. M. de Melo e Castro, 15 Odes Ocas.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Abismo | Abutre já disponível!


Abismo | Abutre, de van Calhou! já disponível nas melhores livrarias do país.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Lançamento do livro "Abismo | Abutre"


Lançamento do livro Abismo | Abutre, de van Calhou!
05 de Outubro 2013, 17:00h
Livraria Pinto dos Santos
Rua de Santo António, 137
Guimarães

«Feitas as contas, não sabemos se a linguagem é prisioneira
da lógica ou se é a lógica que anda às voltas no aquário da linguagem.
Uma espelha a outra como a doença das palavras e a doença do pensamento uma na outra se reflectem.»
António Preto, director da colecção O Rato da Europa.

domingo, 16 de junho de 2013

"Ulises", de Marta Bernardes



«(..) o texto é um estrangeiro que se desdobra dentro da
boca no intervalo entre duas línguas. Tantas palavras e
tanta ginástica, tantos malabarismos enigmáticos que só
têm paralelo nas Trovas de Bandarra, para chegar a uma
fulgurante conclusão: quanto mais se fala, menos se diz (...)»
António Preto

Ulises, de Marta Bernardes, colecção O Rato da Europa, vol. 5, Pé de Mosca, 2013.

Já disponível!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

(clique na imagem para aumentar)


«sacos pesados e
memórias dos tempos de pastoreio.
homens com as mãos dentro dos bolsos
chocalham um punhado de moedas.
mulheres vindas do mercado
sacodem um molho de chaves
ao ritmo da passada.»


«Não há escapatória: o pensamento, por mais espúrio, é sempre devedor desse rasto que o vento só ilusoriamente apaga. É, por isso, a cavalo de duas geografias – a da poeira dos caminhos e a da memória – que, entre textos e imagens, segue a viagem de André Sousa.»

António Preto, director da colecção.

Arquivo do blogue